DESESPERO DO POVO

CACOAL URGENTE: MULHER CONTA DRAMA VIVIDO NO HOSPITAL DE CAMPANHA

SEM TRIAGEM, OXIGENIO, MÉDICO OU GERADOR

21/01/2021 15h21Atualizado há 5 meses
Por: REDAÇÃO

O anunciado hospital de campanha de Cacoal não está resistindo ao teste de eficiência e utilidade quando as pessoas a ele recorrem.

Uma cidadã cacoalense, cuja identidade não é revelada para preservar sua privacidade, faz um relato dramático sobre a sua experiência com o hospital de campanha no acompanhamento do atendimento de sua mãe que apresentava sintomas de Covid 19 e foi levada às pressas, de ambulância, para a instituição clínica em questão.

Lá chegando, segundo seu relato,  já haviam 19 pessoas a espera de atendimento, que nunca se concretizava, pois a instituição não possui médicos, segundo garantiu.

Depois de horas e horas sem atendimento, a usuária dos serviços de saúde municipal reclamou que a sua mãe, pessoa idosa, lá permaneceu todo esse tempo sem se alimentar, pois lá não há comida e sua genitora possui diversas restrições alimentares, o que a impediu de comprar comida pronta.

A cidadã observou que para este tipo de atendimento bastaria que o postinho ou a UCS fizesse a triagem e que medicasse a pessoa que apresentasse os sintomas iniciais da doença, dispensando-se tanto sofrimento e desconforto, além do risco de mutua contaminação dentro do hospital.

Percebe-se pelo áudio que a denunciante apresenta sintomas de obstrução nasal e voz afônica, o que sugere que esteja gripada.

A redação do E.R. apurou que este tipo de atendimento narrado pela cidadã no áudio abaixo é incomum em Hospitais de Campanha, onde não pode haver visitas e nem pessoas aglomeradas circulando pelo rol de entrada, já que hospitais de campanha recebem pacientes cuja triagem e necessidade de internação já foi decidida em checagem preliminar.

Apesar de ter sido divulgado como grande solução para o atendimento dos casos de Covid 19 no município, em franco alastramento, o hospital de campanha não possui médicos, fala-se em falta de oxigênio e o gerador de energia elétrica, indispensável para manutenção de vidas durante o procedimento de intubação e respiração por ventiladores pulmonares, não está sequer instalado na unidade.

O prefeito da cidade anunciou que o hospital de campanha abriria diversos leitos sem UTI, mas com respiradores, mas não se pode colocar paciente neste tipo de aparelho sem que haja um gerador de energia elétrica que dê suporte de alimentação ao aparelho se acaso o fornecimento regular de energia elétrica for interrompido.