CAOS NA HEMODIÁLISE

SOB GESTÃO DA PREFEITURA TELEFONE E INTERNET DA CLÍNICA SÃO CORTADOS

ÚNICA PESSOA LIGADA AO MUNICÍPIO QUE ENTENDE ALGUMA COISA DE HEMODIÁLISE É UMA EX FUNCIONÁRIA DA CLÍNICA

02/03/2021 11h21Atualizado há 7 meses
Por: REDAÇÃO

Um paciente de diálise idoso, cujas iniciais são J.T., passou mal na manhã de hoje no Centro de Diálise de Cacoal, cuja administração está sob a responsabilidade da prefeitura de Cacoal, e necessitou de solicitação da intervenção dos bombeiros para deslocamento para atendimento de urgência em um dos hospitais estaduais em Cacoal.

Quando os funcionários foram tentar ligar para o serviço de remoção, descobriram que o telefone da clínica estava cortado por falta de pagamento, assim como a internet, que é extremamente necessária para consulta  online dos prontuários dos pacientes.

Passando por problemas financeiros e orçamentários, a prefeitura não se planejou para a gestão do serviço, e tenta uma fórmula inusitada para gestão do complexo, que é confiscar os valores que repassaria a clínica, no custeio da atividade, o que se mostrou ineficiente durante a execução do serviço pela TRS Hemodiálise, que sabidamente enfrentava dificuldades na realização do contrato, exatamente pela defasagem dos valores pagos pela produção.

A prefeitura municipal de Cacoal que assumiu a operação da clínica de hemodiálise no dia 10 de fevereiro, suspendendo o contrato da empresa TRS Diálise de Cacoal que era a responsável pelo serviço até então, está tendo dificuldades, tanto financeiras quanto de qualificação de servidores,  para dar continuidade ao serviço de caráter essencial a população.

A Secretaria de Saúde, embora ostente a execução dos serviços em nome próprio, não possui um único servidor que tenha conhecimento de hemodiálise, e só consegue manter o serviço graças a permanência das médicas que já eram funcionárias da clínica, todavia, na área administrativa, que é a responsável pela gestão da logística econômica da atividade, o poder público nomeou uma ex funcionária da empresa, enfermeira, de nome "Rosana" dispensada no ano passado, e desafeta do proprietário da empresa, que não tem qualquer experiência em gestão, para cuidar da reposição de insumos e gerenciamento das contas.

Embora o decreto de requisição administrativa que permitiu ao município assumir o serviço só preveja a utilização do maquinário e equipamento, a prefeitura, através de Rosana, tem emitido notas fiscais, feito compras e até tentado abrir contas bancárias em nome da empresa, tipo de intervenção não autorizada por lei.

Muitos fornecedores estão se recusando a vender para a prefeitura usando o CNPJ de terceiros e a atividade de hemodiálise no município, ao que tudo indica, está em vias de colapsar nas mãos da prefeitura.

A prefeitura já procedeu a emissão de notas fiscais em nome da TRS, através da interventora Rosana, por duas vezes, em ambos os casos as notas foram canceladas pela empresa.