PASTA VAZIA

SECRETÁRIO DE SAÚDE DE CACOAL PEDE DEMISSÃO ENQUANTO COVID TOMA CACOAL DE ASSALTO

MOTIVO TERIA SIDO O USO POLÍTICO DAS VACINAS

12/04/2021 15h44Atualizado há 5 meses
Por: REDAÇÃO

A redação do E.R. recebeu a informação de fontes ligadas a Secretaria de Saúde, de que o Secretário Municipal de Saúde, Jose Pereira Das Neves Filho, pediu demissão da pasta, dando um prazo ao alcaide, até esta segunda feira, para que arranjasse um substituto.

O motivo do pedido de demissão teria sido a insistência do prefeito em disponibilizar imediatamente as doses da vacina contra Covid 19 estocadas no município para outras faixas etárias e não apenas para os idosos.

Segundo fontes do E.R., a intenção do prefeito seria sair na frente de outros municípios na ampla distribuição da vacina para o público em geral, até quando o estoque suportar, gerando aprovação da opinião pública e capital eleitoral para boa navegação até 2022.

Todavia, o motivo pelo qual nenhum município toma esta atitude é que há receio quanto a chegada das novas vacinas, e a imunização dos idosos e grupos vulneráveis só passa a ser segura a partir da segunda dose, de modo que não é prudente correr o risco de distribuir a vacina para outros grupos neste momento e deixar todos igualmente vulneráveis a doença por falta de uma segunda dose do imunizante.

Com esta argumentação o Secretário teria dito que não aceitaria concretizar o plano de imunização desta forma.

Na data de hoje foi ventilado nas redes sociais que o novo Secretário de Saúde seria o atual Presidente do SAAE de Cacoal, Thiago Tezzari, mas segundo apurou nossa reportagem o nome dele sofreu resistência de setores da administração, por que sua esposa já estaria lotada como Assessora de Auditoria dentro da própria Secretária de Saúde, ao que o prefeito teria sugerido que ela fosse exonerada do cargo e nomeada como Presidente do SAAE em lugar de seu marido.

Em  meio a esses gargalos para nomeação do chefe da pasta de saúde, a Deputada Jaqueline Cassol teria indicado o nome de Afonso Emerick,  ex secretário de Vilhena, que segundo fontes de dentro da prefeitura, teria, juntamente com a presidente da CPL, Joelma Sesana, se reunido no gabinete do prefeito Adailton Fúria com cúpula da administração.

O problema é que a indicação da Jaqueline Cassol também encontra óbices a nomeação, pois enfrenta impedimento ao gozo de seus direitos políticos por ter sofrido condenação pelo Tribunal de Contas da União.

No ano de 2015 ele foi exonerado da Secretaria de Saúde de Rolim de Moura em virtude de recomendação do Ministério Público, por este mesmo motivo.

Para piorar, a Câmara de Vereadores de Vilhena está prestes a instaurar uma CPI para apurar supostas irregularidades em Gastos com Covid 19 durante a sua gestão da pasta da saúde.

Essa incerteza quanto ao nome que irá gerir a Secretaria de Saúde em Cacoal pode ter consequências imprevisíveis na condução da pandemia, já que a cidade  enfrenta diversos problemas no combate a crise, com falta de UTIs, sobrecarga do Hospital de Campanha onde falta insumos e medicamentos para os pacientes cujos familiares estão financiando o tratamento do próprio bolso, conforme denunciaram dois vereadores de Cacoal.