HABITAÇÃO

MICHELLE PAVANI PRESTA ESCLARECIMENTO NA CÂMARA E PERÍCIA PODE NÃO SER REALIZADA

PERÍCIA SÓ SERÁ REALIZADA SE DELEGADO FEDERAL ENTENDER QUE HÁ INDÍCIOS DE CRIME E INSTAURAR UM INQUÉRITO

14/06/2021 12h00Atualizado há 4 meses
Por: REDAÇÃO

A Secretária de Ação Social de Cacoal, Michelle Pavani, esteve hoje na sessão ordinária da Câmara Municipal prestando esclarecimentos aos vereadores sobre os andamentos do programa habitacional Minha Casa Minha Vida.

A  convocação da secretária se deu por iniciativa do Vereador Corazinho e referendada pelo plenário.

Vários vereadores fizeram perguntas muito elucidativas sobre o imbróglio em que se encontra o processo de seleção dos beneficiários do programa habitacional, enquanto outros edis se limitaram a se solidarizar com Michelle, quanto à críticas que a mesma vem recebendo  nas redes sociais,  ou parabeniza-la pelo trabalho à frente da pasta.

O Vereador Dr. Paulo Henrique questionou a demora do município em enviar ao Ministério do Desenvolvimento Regional o pedido de reconsideração quanto a manutenção da lista de beneficiários que se submeteu ao sorteio de 22 de dezembro e obteve como resposta que a demora se deu devido ao excesso de trabalho e escassez de pessoal no serviço público de Cacoal.

O Vereador Kapiche perguntou a Secretária quando vão começar as visitações para aferição dos demais requisitos para aquisição da casa própria pelos beneficiários sorteados e seus respectivos suplentes, ao que Michelle respondeu que imediatamente após a publicação da portaria que cria a comissão que executará a visitação, que segundo ela, já foi protocolado na Imprensa Municipal.

Alguns vereadores demonstraram especial interesse no desfecho da  perícia no computador usado para realização do sorteio, mas  Michelle Pavani disse não saber quando ficará pronta a perícia da Policia Federal.

A ex prefeita Maria Simões, o ex Secretário de Assistência Social, Elias Moisés, e o advogado Lúcio Lacerda foram à delegacia de Policia Federal de Ji-Paraná onde receberam do Delegado Federal Responsável, Dr. Adolfo Barbalho, a informação de que ele não tinha certeza se havia ou não indício de  materialidade e autoria de ilícito penal na comunicação feita por Michelle Pavani, e que decidiria a posteriori, se instauraria ou não um inquérito para investigar.

Na prática, isso significa que se Dr. Adolfo decidir não instaurar o inquérito, por não vislumbrar a existência de crime, a perícia não será realizada pela PF e o computador será devolvido a Michelle que terá que decidir o destino das 300 pessoas sorteadas para o programa habitacional.

O E.R. apurou que não existe departamento de perícia na Delegacia Federal de Ji-Paraná.