Diversidade

UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Bàbálòrìsà Sergio

26/08/2021 13h26Atualizado há 4 semanas
Por: REDAÇÃO

Advogado Hédio Silva Júnior, ex-secretário estadual da Justiça, declarou em sustentação oral que a norma também viola leis federais que já tratam de maus tratos contra animais e discrimina religiões ao presumir que todo abate desses seres é errado, enquanto a morte para fins comerciais é sempre muito comum. 

Assim início este texto, sobre o abate religioso de animais 

Este ato nas religiões de matriz África, não pratica crueldade. Não pratica maus tratos.  Animais mortos e jogados em estradas e viadutos, não têm nenhuma relação com o Candomblé e demais religiões de matriz africana. Entendemos ser uma aberração e descabida barbárie, praticada por pessoas  banalizando, uma religião milenar 

Não se trata de sacrifício ou de sacralização para fins de entretenimento, mas sim para fins exercício de um direito fundamental que é a liberdade religiosa. Não existe tratamento cruel desses animais. 

Pelo contrário. A sacralização deve ser conduzida sem o sofrimentodo animal, com assepsia e rezas que fundamentam a religião 

Num julgamento há bem pouco tempo o STF decidiu que sacrifício de animais em cultos religiosos é constitucional 

Decisão unânime tem repercussão geral e deverá ser seguida por juízes e tribunais de todo o país. 

Sacrifício animal é a imolação ritualizada de um animal e a distribuição de suas partes entre os Orixás e os seres-humanos, é um dos rituais religiosos mais difundidos da história humana. 

Inclusive em outras religiões, como por exemplo o

Islamismo é uma religião caracterizada por forte extremismo, e o sacrifício dos animais é uma prática frequente. Os muçulmanos baseiam sua fé no Alcorão (o livro sagrado), no profeta Maomé e em Alá 12.

O ritual de oferta de animais se dá na Festa de Sacrifício (Eid ul-Adha), que tem duração de quatro dias e ocorre 70 dias após o Ramadã. Na festa se ofertam animais como carneiro, bode, boi ou cobra. Não há limite de sacrifícios, sendo a única exigência que o animal seja macho, adulto e saudável 12. O ritual é uma homenagem ao profeta Ibraim, que ofereceu seu filho em sacrifício a pedido de Alá. O ritual é invocado o nome de Alá, como uma espécie de permissão para se comer a carne do animal oferecido.

A doutrina islâmica permite o consumo da carne de alguns animais, desde que sejam abatidos segundo os rituais islâmicos (Zabihah). Em árabe, halal significa “legal” ou “permitido”. Os muçulmanos só podem consumir alimentos halal, que são os obtidos de acordo com os preceitos e as normas ditadas pelo Alcorão e pela jurisprudência islâmica. 

Entretanto pessoas que são tementes a Òrìsà e as religiões de matriz África, de responsabilidade, compromisso e comprometimento religioso, pois a Natureza é realmente nossa religião, reconhecem o 

Artigo 225 da Constituição Federal

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

 

 

 Bàbálòrìsà Sergio

Presidente do ilê Maroketu Axé Oya ati Osun, desde 1984

Vice Presidente da ONG Amigo de Você, desde 2007