Arrancadão do Fúria

NOVA DENÚNCIA – PREFEITO TERIA RETIRADO CAIXAS DE MEDICAMENTO DO ESTOQUE PÚBLICO DA SAÚDE PARA LEVAR PARA ATENDER A FINALIDADE PARTICULAR

VÍTIMA DE ACIDENTE ACUSA PREFEITO DE NÃO ASSUMIR DESPESAS DO ACIDENTE QUE SOFREU EM EVENTO DENTRO DE SUA PROPRIEDADE E DE FORNECER MEDICAMENTO DA PREFEITURA

24/09/2021 00h16Atualizado há 3 semanas
Por: REDAÇÃO

Em 1º de agosto deste ano, quando jovem cabeleireiro e motociclista wellington se acidentou em um evento que ocorreu dentro da chácara do prefeito Adaílton Fúria, também chamada de sítio do arrancadão, foi a primeira vez que o prefeito alegou que o imóvel estaria alugado para terceiros. Antes disso, ninguém jamais havia ouvido falar que pudesse haver outra pessoa envolvida na administração daquela propriedade.

O acidente aconteceu devido a uma colisão em alta velocidade durante manobras radicais realizadas por motociclistas na pista do arrancadão.

O acidente causou diversas lesões, parcialmente incapacitantes a Wellington, incluindo o decepar   de parte de um dos pés. Wellington disse que parte de seus ossos foi exposta e extirpada no acidente, chegando a ser chutada pelas pessoas que participavam do evento.

Passados mais de 30 dias do acidente, o motociclista concedeu uma entrevista ao Programa Voz da Comunidade do apresentador Paulo Rosa, onde revelou que o evento não reunia todas as condições legais de segurança ou atendimento de primeiros socorros.

Segundo Wellington, o prefeito apenas cuidou de conduzi-lo a um hospital, dentro de sua caminhonete, já que o local naõ contava com aparato mínimo de atendimento, nem mesmo ambulâncias ou Corpo de Bombeiros.

Wellington afirmou que não houve ajuda do prefeito quanto as despesas hospitalares e cirurgias que necessitou fazer, limitando-se a ajuda do prefeito a repassar uma quantidade relativamente grande de medicamentos que Fúria teria pego do estoque público da saúde municipal.

O jovem está com sua barbearia fechada ha quase dois meses e deve ficar no mínimo mais 4 meses hospitalizado.

No mesmo dia do acidente, repórteres do Extra de Rondônia procuraram o prefeito e o indagaram sobre o evento e o acidente, quando ele informou, pela primeira vez, que não tinha nenhuma responsabilidade sobre o sítio, pois o mesmo estaria alugado para terceiros.

Apesar de Fúria negar ter responsabilidade pelo sítio e pelo evento, a sua esposa era a pessoa que estava cobrando os ingressos na bilheteria do evento, onde todos pagam pra entrar, desde expectadores a performistas.

 Fúria é conhecido de toda a cidade por sua paixão por  performances sobre rodas e  se dedica há anos ao esporte, tendo chegado a construir  uma pista de arrancadão em Porto Velho, avaliada em 2 milhões de reais.

No dia do evento,  circulou nas redes sociais, além  do vídeo do acidente de Welington, um vídeo em que o Prefeito Adaílton Fúria fazia, no mesmo evento, uma exibição de manobras radicais em um carro vermelho.

Quais as implicações destas informações reveladas por Wellington

 A primeira implicação é civil, de ordem econômica, porque quando alguém realiza um evento, qualquer que seja, torna-se objetivamente responsável pelos danos que as pessoas vierem a sofrer no ambiente, mesmo que não tenha concorrido para o acontecimento, e mais responsável ainda, se o dano decorrer de alguma negligência ou falta de cuidado com a segurança do recinto.

O evento aparenta ter sido mesmo promovido pelo prefeito, já que ele se apresentou como performista, tomou pra si a responsabilidade de levar o acidentado ao médico, e sua esposa era a pessoa que cobrava os ingressos, e talvez, o impulso de negar a autoria do evento, tenha se dado por receio de responsabilizações posteriores, como o pagamento do tratamento da pessoa que sofreu acidente, ou até indenização por danos morais e materiais em virtude de sequelas e outras consequencias.

 Há alguma questão pública envolvida?

 Não é proibido que prefeitos ou titulares de cargo eletivo se dediquem a esportes automobilísticos ou a realização de eventos a eles relacionados.

O problema deste caso é que Wellington declarou ao programa do Paulo Rosa, apresentando imagens de medicamentos em caixas que teriam sido retiradas do estoque público e fornecidas a ele pelo prefeito.

Caso se confirme tal hipótese o prefeito poderá ser condenado por peculato e improbidade administrativa, perder o mandato e ficar inelegível por oito anos para cada uma das hipóteses de condenação.

Este fato é tão ou mais grave quanto o do rejeito de asfalto no sítio.

 Link para o programa do Paulo Rosa onde Wellington faz essas afirmações bombásticas:

https://www.facebook.com/paulorosavozdacomunidade/videos/1495878597446197