LACERDA ADVOCACIA
Opinião

PESSOALIDADE É INIQUIDADE - O GRANDE DEVER DA PESSOA PÚBLICA

Por Lúcio Lacerda

28/10/2021 19h16
Por: REDAÇÃO

A impessoalidade é a beatitude da pessoa pública.

Quem é impessoal no exercício do serviço público atende a todos os 5 princípios administrativos contidos no Art. 37 da Constituição Federal.

Quem é impessoal entende que obter vantagem para si ou para outrem é pessoalizar a gestão pública, fazendo a tradicional confusão brasileira entre público e privado. Então quem exerce a isonomia, com rigor, é necessariamente uma figura que atua com moralidade administrativa.

Naturalmente que é da letra da lei que se tira o subsídio para o bem governar de forma isonômica, e quem é impessoal não busca nas profundezas de suas subjetividades o impulso de agir, mas da lei, em cujo império repousa a ordem pública. Quem é impessoal é legalista.

 A vestal atuação do homem e mulher pública que nada tem a esconder, posto que probos, íntegros e justificados, não encontra melindres na publicidade de seus atos. Que nada seja encoberto e que tudo seja desvelado aos olhos do povo, pois todos tem o direito de saber e nada há de ser  escondido quando há legalidade, moralidade, impessoalidade.

Não retirem as vendas da mulher cega.

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E da eficiência? O ser impessoal não se afeiçoa a ideia gerada em seu ventre que não se confirme pelo cadinho da ciência. Quem é impessoal subtrai-se a si próprio do processo decisório se isso atrapalha os mais auspiciosos resultados.

O administrador público, o servidor, o juiz e o promotor. Todos portadores do dever da impessoalidade e obrigados a renunciar a si mesmos, para servir no cândido templo do rei do mundo.

Se há correspondência entre as coisas do céu e as coisas da terra, e se é em respeito a Deus que os judeus cultuam a pureza ritual dos fariseus, também no serviço do templo secular, segundo a lei dos homens, os sacerdotes da coisa pública devem limpar os seus utensílios. LIMPE.

Legalidade, Impessoalidade, Moralidade e Eficiência.

É imperioso ao que está na vida pública que seja capaz de refrear seus impulsos em nome dos princípios éticos que devem conformar sua consciência.