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OIO
OPINIÃO

A NOVA ORDEM MUNDIAL COM GOVERNO ÚNICO É INEVITÁVEL

Por Lúcio Lacerda

16/02/2022 23h29Atualizado há 3 meses
Por: REDAÇÃO

Os seres humanos tendem a unidade. Porque unidade é segurança.

A formação dos centros urbanos das cidades mais antigas, sem nenhum planejamento prévio, se desenvolveu com a opção natural das pessoas construírem casas confinando com outra casa.

As pessoas estão mais seguras quando estão mais próximas umas das outras.

O país que conhecemos hoje como Alemanha, já foi um punhado de pequenos reinos independentes, como a Boemia, Bavária, Prússia, Pomerânia e outros ducados minúsculos que viviam em guerra, anexando uns aos outros, até a criação da federação alemã, que se tornou o país dos teutônicos como conhecemos hoje.

A mesma coisa na Itália. Cidades estado como Veneza, Nápoles, Florença, Roma, Gênova, Pisa e outras soberanias, atacadas umas pelas outras, e também por inimigos distantes que vinham por todos os lados, inclusive de além-mar, renunciaram suas independências em favor da criação de um Estado Italiano. A Bella Itália.

A Gran Bretanha precisou se tornar um “Reino Unido” para ter paz e prosperar e até os Emirados Árabes cederam a unificação de 7 reinos em pé de guerra, em homenagem a segurança e a prosperidade que o petróleo recém descoberto havia de proporcionar se conseguissem se entender e organizar um país. Graças a esse consenso temos um lindo jardim no meio do deserto chamado  Dubai. 

Onde falta unidade sobra desconfiança. Veja a situação atual de Rússia e Ucrânia.

No transcurso da história, só a unificação, voluntária ou por anexação, resolveu o problema da guerra, e o século 20 foi particularmente eloquente quanto a enunciar a vocação da humanidade para resolver suas disputas através da guerra.

A Europa, palco dos maiores horrores da primeira e segunda guerras mundiais, percebeu que precisava prevenir que as indizíveis dores  do conflito, voltassem a assolar o continente.

Para isso eram necessárias duas coisas. Aprofundar a unidade entre europeus, e melhor regulamentar a guerra.

Diversos tratados sobre leis de guerra foram celebrados no interstício entre guerras e após o fim da segunda grande guerra e a ONU fundada em outubro de 1945.

Já em 1944 surgiu o BENELUX,  bloco formado pela Bélgica, Holanda e Luxemburgo, e que funcionava como uma União Aduaneira, ou seja, com redução nas tarifas de importação e exportação entre os países membros.

Em 1952, uniram-se a Benelux a Itália, Alemanha e França e o bloco passou a se chamar Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA)

Em 1957, foi então assinado o Tratado de Roma, que deu origem ao Mercado Comum Europeu (MCE). A partir da assinatura do Tratado de Roma, a Europa vivenciou a integração de suas principais potências econômicas.

Em 1989, entraram para o MCE a Inglaterra, Dinamarca, Portugal, Grécia, Espanha e Irlanda e o bloco passou então a ser chamado de Europa dos 12. Em 92 a União Europeia estava formada, e em 2000 o Euro já estava circulando pelos países membros na região agora denominada Zona do Euro.

Na América do Sul o Mercosul caminha vagarosamente para uma unificação que se traduza em livre trânsito transnacional de pessoas e bens, e que posteriormente possa se tornar uma cooperação jurídica, militar, política e cultural entre os países membros.

Movimentos semelhantes acontecem neste exato momento no mundo inteiro. Em todos os continentes.

O maior obstáculo a estas unificações é a questão da soberania, que sempre é em alguma medida prejudicada, mitigada ou diminuída pela adesão a participação em um bloco de países.

As vantagens para a paz e a estabilidade são tão grandes que muitos estão dispostos a trocar um pouquinho de soberania por um tantão de segurança.

 Com a globalização dos mercados é muito provável que em 30 ou 40 anos existam blocos econômicos com moeda unificada em todos os continentes. Possivelmente até os países da Liga Árabe tenham uma moeda comum.

A tendência é que estes blocos aprofundem a unidade, década após década, com a interação permanente entre seus cidadãos e a troca de experiências cotidianas, as culturas se fundem, e um salto de bloco para federação é possível.

Quando isso estiver acontecendo no mundo todo, os próprios blocos e federações estarão vislumbrando mais aprofundamento. Mais unidade. Agora bloco com bloco, federação com federação.

Esse movimento, que é humano e referendado pela história, é uma tendência natural das nossas organizações, e não uma conspiração do anticristo.

O Governo mundial único ( com uma instância central de decisões, com ampla representação, e não totalitário), quando existir, será considerado um produto dos melhores instintos humanos, resultado das escolhas pela aproximação e entendimento, em vez da separação e a guerra.

Em um mundo de governo único (com uma instância central de decisões, com ampla representação, e não totalitário)nada falta aos homens. Pois o que é escasso em um local é abundante em outro, o que sobra a um, envia-se em socorro do outro.

Não haveriam mais guerras nem anexação de territórios, pois neste estágio, tudo pertenceria a todos, e a república seria universal.

Eu sinto ter decepcionado os que gostam de uma boa teoria da conspiração, mas este não é  mais um anuncio do fim do mundo e  eu penso que toda pessoa que tenha amor pela humanidade e que se preocupe com a preservação da espécie deve ser a  favor da Nova Ordem Mundial, com os países cada vez mais unidos, se possível com governo único( com uma instância central de decisões, com ampla representação, e não totalitário)

Todos os milhares de rios que existem no mundo, correm para um único e imenso mar.