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ENCHENTES CACOAL

ENCHENTES CACOAL: PREFEITURA NÃO EVITA CHUVA MAS TEM O DEVER DE USAR A RAZÃO

PREFEITO APONTA USINA E IMPREVISISIBILIDADE COMO CAUSA DA CALAMIDADE

21/02/2022 12h23Atualizado há 3 meses
Por: REDAÇÃO

O Prefeito Adailton Fúria, em publicação do jornal Extra de Rondônia disse que a calamidade que se abateu sobre a cidade decorre da imprevisão das forças da natureza, por ter chovido mais que o esperado, e a abertura de comportas de uma hidrelétrica situada no município de Pimenta Bueno, que teria, pelo grande volume de água lançado no rio Pirarára, provocado o transbordamento.

A prefeitura não possuía nenhum sistema de monitoramento hidrometereológico, que pudesse subsidiar um alerta para as cheias, e também não mantinha nenhuma interlocução com a administração da Usina Hidrelétrica que pudesse dar subsídio a ações públicas de defesa da sociedade.

As chuvas torrenciais perseveraram entre 2:00 da madrugada e 14:00hs da sexta feira.

Embora os boletins climáticos já enunciassem com segura antecedência a possibilidade dessas pancadas de chuva, e a cidade já tivesse registrado episódio semelhante uma semana antes, que resultou em 80 famílias desabrigadas, não houve comunicados ou ações de contingência da Defesa Civil durante a madrugada em que as inundações começaram.

Somente entre 10 da manhã e meio dia a Defesa Civil fez um comunicado público.

A Defesa Civil não estava estruturada com equipamentos de socorro e salvamento necessário ao atendimento da população, e não se tinha nenhum plano de realocação de pessoas, tendo sido a escolha das escolas para abrigar as famílias vitimadas pela enchente, decisão de última hora, sem planejamento prévio.

 Somando os saldos de desabrigados provocados pelas duas enchentes que ocorreram em um intervalo inferior a 10 dias, o total de famílias desabrigadas em Cacoal subiram para mais de 300.

O poder público não tem o poder de evitar a ação das forças da natureza, mas tem o dever de produzir dados e  utilizar os indicadores que possui par o bem da sociedade.