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POLÍTICA

SEM PRESENÇA DE CATÓLICOS E TRABALHADORES, EMPRESARIOS E PASTORES PRESSIONAM PELO FIM DE FERIADOS EM CACOAL

RIVALIDADE RELIGIOSA E INTERESSES ECONOMICOS DOS EMPRESÁRIOS MOVIMENTAM A CÂMARA NA REUNIÃO DAS COMISSÕES

10/03/2022 12h13Atualizado há 2 meses
Por: REDAÇÃO

Acontece nesta manhã de quinta-feira (10/03) a Reunião das Comissões da Câmara Municipal de Cacoal, onde estão acompanhando a sessão, grupos interessados no polêmico Projeto de Lei 01/2022 do legislativo cacoalense.

O referido projeto de Lei trata da extinção de dois feriados municipais, o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas, o que divide opiniões da sociedade local.

No auditório estão empresários e representantes da CDL, pastores e o sindicato dos servidores públicos de Cacoal.

Os empresários querem que os feriados sejam extintos por uma questão de custos, já que há 20 anos, desde a instituição da Lei 1380/2002, pagam remuneração em dobro aos empregados quando abrem seus comércios na Quarta-Feira de Cinzas ou na terça de Carnaval.

Embora acabar com os feriados seja econômico para os empresários, há prejuízo da remuneração dos trabalhadores, e do descanso, quando o comerciante não quiser abrir o estabelecimento.

Os pastores evangélicos têm interesse na extinção dos feriados por questões religiosas, já que a data de carnaval é uma tradição católica que inaugura o período da quaresma.

O Sindicato dos servidores públicos, que também está presente no local, quer garantir aos funcionários da municipalidade os dias de descanso assegurados pelo feriado.

O que está em jogo na discussão do projeto não é a realização de festividades de carnaval, pois estas não fazem parte do calendário de eventos da cidade, mas os principais aspectos que atraem o interesse dos grupos presentes na Reunião das Comissões, são os econômicos, relacionados a remuneração dos trabalhadores e o dia de repouso dos empregados, e outros atinentes a certa  rivalidade religiosa entre evangélicos e católicos.

Os Vereadores Paulo Henrique, Toninho de Jesus e Edimar Kapiche já se manifestaram contra o projeto, por causa do prejuízo que eles causam ao trabalhador.

Trabalhadores do comércio e seus representantes, assim como os católicos, não estão participando da reunião.

O prefeito Adailton Fúria, autor do  projeto, também não compareceu à reunião.

O professor Xavier ( Francisco Xavier Gomes), jornalista, docente da rede pública estadual e liderança cultural e comunitária da cidade, pediu a palavra e saiu em defesa dos grupos ausentes ao encontro, defendendo a manutenção dos feriados.